sábado, 18 de dezembro de 2010

Ano Novo...


Ahh!  nós humanos, cremos e cultivamos algumas tradições entre elas a crença que o amanhã será sempre melhor que ontem e hoje. Com essa reflexão penso todo fim de ano milhões fazem promessas de mudanças, traçam metas e agradecem por algo.
Seja qual for à crença, Ala, Jeová, Javé, Buda, Orixás ou outros, sempre temos rituais, mitos enfim formas de viver esse culto ao novo. Ao chegar o fim de ano parece que essas ações florescem nas pessoas e todos têm alguma dica de sorte e como fazer o próximo ano melhor. Sendo assim deixarei um e-mail que recebi e acho q vale a pena ser compartilhado e bom novo ano.

Conselhos de cearense para um 2011 bem pai d’égua.

Sobre as suas metas para o Ano Novo

• Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.
• Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje.
• Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.
• Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.

Sobre o amor

• Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe.
• Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você. Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.
• Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.
• Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.
• As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d'égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.

Sobre o trabalho

• Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.
• Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar.
• Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.
• Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol.
Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.

Sobre a sua vidinha

• Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.
• Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.
• Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.

Arrumação motivacional

• No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.
• Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.
• Prá começar o ano dicunforça:
• Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
• Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto:
Sai mundiça !!!
• Ah, e não esqueça do grito de guerra, que é prá dar mais sorte ainda:
Queima raparigal !!!

Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2011, afinal de contas você é cearense.
E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.
Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom.
Respeite como vai ser pai d’égua esse 2011!!!!!!

domingo, 20 de junho de 2010

Pense em seis coisas impossíveis antes do café da manhã




“Isto é impossível.
Só se você acreditar que é.
Às vezes, eu acredito em s  eis coisas impossíveis antes do café da manhã.
Um: há uma porção para te encolher.
Dois: um bolo que pode te fazer crescer.
Três: animais que podem falar.
Quatro: gatos que podem desaparecer.
Cinco: um lugar chamado país da maravilhas.

Seis: Eu posso...”
,

momento celebre no filme “Alice no País das Maravilhas”(Tim Buton, 2010), nunca escrevemos sozinho, esta mensagem tem sido repassada inúmeras vezes de forma diferente, “Ela acreditava em anjos, e, porque acreditava, eles exitiam” (Clarisse Lispector). Mas como acreditar nela é mostrada em Alice de forma mágica como todo aquele toque de cinema.


Quem já leu o livro Alice no País da Maravilhas de Lewis Carroll, percebe que em seu texto não já essa menção ao impossível, porém todo o livro fala disso o tempo todo, ou as coisas acima acontecem cotidianamente? 


Uma relação livro e filme instigante é a percepção do eu, “Quem é você?” pergunta celebre que faz o mundo girar em nossa volta em busca de um eu, de uma identidade. Deixando um pouco de lado todas as relativizações que a ciências sociais propõe para essa frase. Detenho o pensamento a importância de saber quem você é, no intuito de deter alguns valores, seja lá quais, e ter uma personalidade. 


No livro essa relação de saber “Quem é você?” está estreitamente relacionado ao relação de Alice com o Gato, pois ele sabia as direções, mas Alice não saber para onde quer ir.



“Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?
Isso depende bastante de onde você quer chegar – disse o Gato.
O lugar não me importa muito... – disse Alice.
Então não importa que caminho você vai tomar – disse o Gato.” 



Senão sabe onde quer ir, não existiria um caminho “certo”. Essas lições/reflexões realizados no filme e no livro busca levar ao leitor uma construção de sentimentos, pensamentos, formas de agir.


Parece só uma Alicemania. Mas penso que é mais do que isso. O redescoberto encanto pela personagem inventada por Lewis Carroll e reinventada pelo mágico olhar do cineasta Tim Burton, não é apenas fruto de uma oportunidade comercial para fazer render as histórias do tempo das tetravós. O que seduz em figuras como Alice é, no fundo, o poder inesgotável que as histórias têm de representar o humano e de ajudá-lo a ser (ajudá-lo a maturar, a compreender-se, a crescer...). Este regresso às histórias mostra como a nossa cultura hiper-tecnológica e sofisticada, mas também solitária e abstrata, tem necessidade da força concreta, da emoção e da sabedoria das grandes parábolas.


O filósofo Walter Benjamin apontou o dedo à Modernidade dizendo que ela tende a eclipsar os contadores de histórias e que isso é uma perda irreversível, pois a arte de contar é a arte de transmitir não apenas conceitos, mas experiências, exemplos, modelos. Reler, recontar as histórias adormecidas faz o público deparar-se com situações que podem estar distante do cotidiano, porém sua forma de resolver e encarar a situação é que faz da história um exemplo para cada ouvinte, leitor ou apenas espectador.


Então deixo aqui as minhas seis coisas impossíveis para acreditar antes do café da manhã.


Um: O mundo vai estar em paz em algum momento.
Dois: Vou conseguir “““entender””” a mulheres, ou melhor, a humanidade.
Três: Serei mais paciente que ontem.
Quatro: Vou me dedicar apenas uma coisa.
Cinco: Que as pessoas podem ser boas, e querem um mundo para todos.
Seis: Eu posso...

E por fim fica a a Pergunta: “Por que um corvo é parecido com uma escrivaninha?”

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Chimamanda Adichie: O perigo da história única




Ótimo vídeo sobre a relativização da história e sua percepção, muito bom veja. Para ver traduzido clique no título do post.
Mas sobre a palestrante veja no Wikipédia ou em seu site oficial.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

“na cama, no sofá, na mesa, na cozinha e ...” mais sempre deixando os homens loucos




Nós homens passamos dias batendo com a cabeça nas paredes, tentando descobrir porque todas as mulheres tinham postado uma cor no seu mural, do Orkut (na frase ali de cima no seu perfil) e depois veio aquele “na cama, no sofá, na mesa, na cozinha e ...” fazendo com que nossas mentes ingênuas pensassem bobeiras.
Essas mulheres quem entenderá elas um dia. Bem, depois de muita pesquisa e de perguntar  a amigas mais próximas o que seria aquilo descobri!!! (música: Aleluia de Handel) o primeiro jogo das cores é na verdade, uma combinação entre elas de colocar a cor do soutien, já a segunda refere-se ao local de onde colocar bolsa. Mas já era tarde, pois havia imaginado quiquilhões de coisa. No entanto, isso poderia ter sido evitado se as mulheres fossem mais claras e objetivas. Essa é mais uma amostra de como essas mulheres podem ser coorporativistas.
Então deixo aqui uma suplica, MULHERES SEJAM MENOS COMPLICADAS.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Relativizando



Utilizado normalmente nas ciências humanas, essa forma/técnica de perceber as coisas mudou e muda o mundo. Afinal as coisas nem são como elas são nos dada. A relativização utilizada no inicio do século XV quando o humanismo começa a ganhar assas na Europa, fez com que percebesse que aquele mundo criado e dogmatizado não era só aquilo poderíamos ter outras versões sem precisar passar mais séculos aprisionado a uma percepção de mundo/vida.

A utilização da relativização hoje é muito sugeria e exercida, mas devemos aplicá-la na busca de uma solução ou renovação para essa forma de viver. Hoje todos ou a maioria está cercado pelo um capitalismo “selvagem” e “cruel”, a aspa é devido a opiniões contrarias, que dita como devemos nos comportar, comer, vestir e até falar e etc. Surgi à questão de liberdade, mas esse termo liberdade para ser debatido deve ser relativizado antes, assim vou ater-me em falar sobre relativização.

A maioria das pessoas tem alguma função hoje com diversos objetivos entre ele está presente e se mostrar dentro de uma rede/campo social, em casa tem-se o papel do pai, da mãe, do filho e outros; no trabalho temos uma função que nos é dada, e muitas vezes, é utilizada como forma de reconhecimento nos dando uma segunda identidade e somos cobrados por isso, temos que produzir e gerar capital para alguém; entre os grupos de amigos cada um tem um papel diferente de acordo como o círculo de amizade que estar no momento; e assim somos mascarados de várias formas e identidades diferentes de acordo com a situação. Mas quem é realmente a pessoa, “o você”? Ou somos múltiplos? Essa é a diferença que os 2% de carga genética que temos diferente dos macacos nos dar? Sabemos realmente viver com situações conflituosas sem causar danos, a nós?

Hoje sabemos que as perguntas são feitas para gerarem outras perguntas, mantendo a nossa curiosidade, a ansiedade de conhecimentos, sempre alimentada. Então não imagine que estamos no ápice de uma sociedade perfeita que as coisa já estão no melhor patamar, que nós, homens, não conseguimos mas criar. A relativização estar mostrando que nada é somente o que se mostra, mas deve ser analisada e pensada. Então é simples é só observar e pensar.

Redes Sociais - Por Marcelo Tas

domingo, 10 de janeiro de 2010

A proposta do PNDH - III




A bola da vez da impressa brasileira é na proposta do 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos, que teve seu decreto em 21/12/2009 para elaboração do tal plano tendo gerado um grande debate sobre o PNDH – III, devido a inúmeros pontos que o plano discute. A importância do plano está estreitamente ligado ao papel do país dentro do cenário internacional e das ações do próximo governo brasileiro.
O PNDH-3 está fundamentado, assim, nos seguintes eixos: Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil; Desenvolvimento e Direitos Humanos; Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades; Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência; Educação e Cultura em Direitos Humanos e, para completar, o Direito à Memória e à Verdade.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm) assinado pelo Brasil em 1948, foi criado pelo a ONU pós Segunda Guerra Mundial, com a finalidade de garantir a pessoa humana direitos para sua sobrevivência. Mas o que seria ser humano? para ter direito a essa declaração. Isso é um assunto a ser discutido em outro momento.
Análise o momento atual do pais. Estamos em um período pré-eleitoral, quando formam-se as coligações e a participação popular é quase nula nesse caso. Porém, com o debate que esta acontecendo sobre o PNDH – III, a sociedade civil organizada tende a expressar seus interesses fazendo com que o quadro político seja sempre voltado a essa vontade. Tornando um assunto, no caso o PNDH, sobreposto a outros problemas que deveriam ser discutidos. A manobra política que pode ser o decreto do PNDH será muito bem aproveitada pela oposição, se tivéssemos uma.

Ainda assim alguns políticos, grupos organizados estão observando o que é desejado pelo PNDH o ponto que tem destaque é o Direito à Memória e à Verdade que pretende investigar os crimes ocorridos durante a ditadura militar, colocando os torturadores em posição de “desvantagem”, pois eles seriam entrevistados e casos de mortes e desaparecimentos seriam investigados. Para o Ministro da defesa Nelson Jobim isso é uma forma de “revanchevismo”  contra os militares ainda tem uma posição contraria a punição dos torturadores. A lei da anistia (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6683.htm) que prevê em seu   “§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.” Deixando todos os torturados e torturadores em pé de igualdade.

As conferências realizadas para a elaboração do PNDH, muitas organizações solicitavam o Direito à Memória e à Verdade, pois necessitamos saber o que realmente aconteceu em nossa sociedade durante o regime militar, devido às atrocidades das torturas que usavam desde tentativas de afogamento a choques elétricos entre outros meios bizarros. E ainda existem pessoas que defendem a não punição dos torturadores. O regime militar brasileiro se investigado poderá revelar-se um dos mais violentos, fazendo que o país seja cobrado por ações corretoras de tais fatos através de órgãos internacionais, podendo reduzir a popularidade do presidente. Os interesses em jogo para a elaboração e aprovação do PNDH são  muitos, pois o poder ainda permanece na mão de grupo que não é muito diversificado da bases da ditadura, bases no sentido de apoio aquele sistema, pois ainda temos uma sociedade organizada fraca, um classe empresarial vendida e um grupo de pensadores que não são populares.

Assim debater algo como o PNDH dentro de uma sociedade que ignora ou esquece da coletividade é complicado devido ser um plano coletivo e voltado a alguns grupos minoritários fazendo com que outros sintam-se ameaçados como os agropecuaristas, os militares entre outros. Mas devemos lembrar que o momento político brasileiro é favorável a criação de ferramentas para a participação popular, transparências nas ações do governo e ainda manifestações populares em vários sentidos para fazer esse período político diversificado, dando um boa dor de cabeça aos candidatos buscando fazer planos de governos que possa satisfazer a maioria da população. E o PNDH é um bom começo para essas ações.

O Plano Nacional dos Direitos Humanos – III é importante para o planejamento de um país mais democrático, se isso for possível, onde a participação popular na República possa realmente ser levada a serio e não seja apenas política para gringo ver. Então a participação e a observação do andar desse debate fazem-se necessário a todos os cidadãos humanos deste país.

Link´s para pesquisa:
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Decreto 7037, 21 de dezembro de 2009.
A lei da anistia