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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Aquilo

Ouvindo (Vivendo do Ócio-Nostalgia ali)


O tempo...
Esse sim, mostra muita coisas!

Toda a felicidade, experiência, rotina acabam transformando aquilo em algo comum e não percebemos o quanto aquilo é especial.
Esse aquilo pode te definir, pode te moldar, pode te aproximar e distanciar. O aquilo faz parte da tua vida e simplesmente deixa de ser valorizado se torna um pronome demostrativo, um situação ordinária, uma rotina que não merece valorização excepcional.

O aquilo talvez seja o que você realmente é.

A busca por mais Eu faz você perder o aquilo e você deve buscar um outro excepcional. Mas o aquilo vivido fica na memoria e o passado se torna maravilhoso e o aquilo parece está lá, agora sendo experimentado por todos menos você que não faz mais parte daquilo. Ficando apenas a pergunta: como seria se eu tivesse naquilo agora com eles?
Valorize os seus aquilos, eles merecem, e não deixe ele serem ordinários, pois construir outros aquilos requer muito desprendimentos dos aquilos que te parecem serem seus e que você guarda.
Os aquilos foram vividos, uns mais intensamente e outros menos, mas todos são aquilos que a lembrança traz a cada momento.
Não enterre os aquilos e não esqueça deles. Pois eles são necessários para novos aquilos e para o tempo fazer sentido no seu passar.

É, o tempo...voltamos a ele.
Esse sim, ensina muita coisa!


sábado, 28 de junho de 2014

Rio em Chamas (filme manifestação)



Rio em Chamas é um filme-manifestação que fala da crise social por que passa a cidade do Rio de Janeiro e dos protestos públicos que se tornaram constantes desde meados de 2013. Como uma manifestação, é composto pelos múltiplos pontos de vista de seus vários realizadores, unindo testemunhos, ficção, registros documentais e animações, sem pretender apresentar uma visão totalizante dos acontecimentos que vêm se acumulando desde então, mas sim tomar parte deste momento.

Rio em chamas é um filme criado no calor do momento, na emergência dos acontecimentos. Capta os diversos climas que motivaram e motivam as manifestações que ocorrem na cidade desde de 2013, dando a elas legitimidade e se incluindo mesmo barco. Apresenta uma sequência de confrontos nas ruas, então temos imagens fortes de choque entre manifestantes e a policiais, um barulho inteligível, vozes misturadas, deixando evidente a agonia e o desejo por mudança. Tudo isso sai da tela e faz o telespectador se sentir no meio do conflito.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O sofrimento


Was mich nicht umbringt, macht mich stärket.
Aquilo que não me mata, me fortalece.
O que seria da humanidade se não fosse o fato de termos sentimentos e sensações... pobres homens que amam, sofrem, são felizes, sofrem, tem família, sofrem, tem amigos, sofrem, são felizes, sofrem, fracassam, sofrem, superam, sofrem. É sofrem é uma carma do qual não estamos livres.

Nos últimos meses tenho percebido que um dos mais graciosos, cruel, deliciados e renovadores sentimentos é o sofrimento. Seria ele lado ruim do que é bom, ou um molde de régua para qualificarmos o bom e ruim?

Não sei como responder.

No entanto, sei que sofre se faz necessário para aprender a ser feliz, afinal como saberei o que é felicidade se não aconheço o seu oposto. Parece simples (e pode ser), mas como lhe dar com isso. Essa sensação de não, de fracasso, de desencaixe, de um cômodo que incomoda.

Como?

A dor é um caminho.

E nem tudo que nos faz sofrer e necessariamente ruim, assim, também, nem tudo que nos dá prazer é 
totalmente bom.

Considera o sofrimento algo ruim é questionável.

Caritas patiens est. 1 Cort. 13.4

Assista: Nietzsche e o sofrimento

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"nem todo amor acontece a primeira vista" Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (The Way He Looks)

Se uma palavra pudesse descrever essa obra seria sutileza. O filme do diretor  Daniel Ribeiro  que também assina o roteiro. Em 2010 o mesmo diretor lançou o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho que já foi comentado pelo blog,  cuja a temática é descoberta da sexualidade por um adolescente cego e também homossexual de uma forma inusitada. Hoje eu quero voltar sozinho tem um aspecto atemporal, pois a mudança de comportamento entre os personagens varia entre o início da adolescência e a aproximação da fase adulta e o espaço, por mais que seja explicitado que se passa em São Paulo, os cenários poderiam ser em qualquer cidade grande.

Hoje eu quero voltar sozinho, como dito antes, é sutil e extremamente sensível, não apenas por seu personagem principal ser cego, mas pela forma como ele toca nas temáticas principais: conflitos da adolescência, bullying, sexualidade e cegueira.

Léo (Ghilherme Lobo), personagem principal, sente-se preso/vigiado pelos pais e busca a sua independência, como parcela considerável dos adolescentes. O superprotecionismo da mãe o incomoda e o leva a pensar a sair de casa por desejar ser a liberdade, claro que isso de forma não planejada, ficando no campo dos desejos. Eu entendi esse como sendo o grande tema do filme, por isso a mudança do título “Hoje eu quero voltar sozinho”.