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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Relativizando



Utilizado normalmente nas ciências humanas, essa forma/técnica de perceber as coisas mudou e muda o mundo. Afinal as coisas nem são como elas são nos dada. A relativização utilizada no inicio do século XV quando o humanismo começa a ganhar assas na Europa, fez com que percebesse que aquele mundo criado e dogmatizado não era só aquilo poderíamos ter outras versões sem precisar passar mais séculos aprisionado a uma percepção de mundo/vida.

A utilização da relativização hoje é muito sugeria e exercida, mas devemos aplicá-la na busca de uma solução ou renovação para essa forma de viver. Hoje todos ou a maioria está cercado pelo um capitalismo “selvagem” e “cruel”, a aspa é devido a opiniões contrarias, que dita como devemos nos comportar, comer, vestir e até falar e etc. Surgi à questão de liberdade, mas esse termo liberdade para ser debatido deve ser relativizado antes, assim vou ater-me em falar sobre relativização.

A maioria das pessoas tem alguma função hoje com diversos objetivos entre ele está presente e se mostrar dentro de uma rede/campo social, em casa tem-se o papel do pai, da mãe, do filho e outros; no trabalho temos uma função que nos é dada, e muitas vezes, é utilizada como forma de reconhecimento nos dando uma segunda identidade e somos cobrados por isso, temos que produzir e gerar capital para alguém; entre os grupos de amigos cada um tem um papel diferente de acordo como o círculo de amizade que estar no momento; e assim somos mascarados de várias formas e identidades diferentes de acordo com a situação. Mas quem é realmente a pessoa, “o você”? Ou somos múltiplos? Essa é a diferença que os 2% de carga genética que temos diferente dos macacos nos dar? Sabemos realmente viver com situações conflituosas sem causar danos, a nós?

Hoje sabemos que as perguntas são feitas para gerarem outras perguntas, mantendo a nossa curiosidade, a ansiedade de conhecimentos, sempre alimentada. Então não imagine que estamos no ápice de uma sociedade perfeita que as coisa já estão no melhor patamar, que nós, homens, não conseguimos mas criar. A relativização estar mostrando que nada é somente o que se mostra, mas deve ser analisada e pensada. Então é simples é só observar e pensar.

Redes Sociais - Por Marcelo Tas

domingo, 10 de janeiro de 2010

A proposta do PNDH - III




A bola da vez da impressa brasileira é na proposta do 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos, que teve seu decreto em 21/12/2009 para elaboração do tal plano tendo gerado um grande debate sobre o PNDH – III, devido a inúmeros pontos que o plano discute. A importância do plano está estreitamente ligado ao papel do país dentro do cenário internacional e das ações do próximo governo brasileiro.
O PNDH-3 está fundamentado, assim, nos seguintes eixos: Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil; Desenvolvimento e Direitos Humanos; Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades; Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência; Educação e Cultura em Direitos Humanos e, para completar, o Direito à Memória e à Verdade.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm) assinado pelo Brasil em 1948, foi criado pelo a ONU pós Segunda Guerra Mundial, com a finalidade de garantir a pessoa humana direitos para sua sobrevivência. Mas o que seria ser humano? para ter direito a essa declaração. Isso é um assunto a ser discutido em outro momento.
Análise o momento atual do pais. Estamos em um período pré-eleitoral, quando formam-se as coligações e a participação popular é quase nula nesse caso. Porém, com o debate que esta acontecendo sobre o PNDH – III, a sociedade civil organizada tende a expressar seus interesses fazendo com que o quadro político seja sempre voltado a essa vontade. Tornando um assunto, no caso o PNDH, sobreposto a outros problemas que deveriam ser discutidos. A manobra política que pode ser o decreto do PNDH será muito bem aproveitada pela oposição, se tivéssemos uma.

Ainda assim alguns políticos, grupos organizados estão observando o que é desejado pelo PNDH o ponto que tem destaque é o Direito à Memória e à Verdade que pretende investigar os crimes ocorridos durante a ditadura militar, colocando os torturadores em posição de “desvantagem”, pois eles seriam entrevistados e casos de mortes e desaparecimentos seriam investigados. Para o Ministro da defesa Nelson Jobim isso é uma forma de “revanchevismo”  contra os militares ainda tem uma posição contraria a punição dos torturadores. A lei da anistia (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6683.htm) que prevê em seu   “§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.” Deixando todos os torturados e torturadores em pé de igualdade.

As conferências realizadas para a elaboração do PNDH, muitas organizações solicitavam o Direito à Memória e à Verdade, pois necessitamos saber o que realmente aconteceu em nossa sociedade durante o regime militar, devido às atrocidades das torturas que usavam desde tentativas de afogamento a choques elétricos entre outros meios bizarros. E ainda existem pessoas que defendem a não punição dos torturadores. O regime militar brasileiro se investigado poderá revelar-se um dos mais violentos, fazendo que o país seja cobrado por ações corretoras de tais fatos através de órgãos internacionais, podendo reduzir a popularidade do presidente. Os interesses em jogo para a elaboração e aprovação do PNDH são  muitos, pois o poder ainda permanece na mão de grupo que não é muito diversificado da bases da ditadura, bases no sentido de apoio aquele sistema, pois ainda temos uma sociedade organizada fraca, um classe empresarial vendida e um grupo de pensadores que não são populares.

Assim debater algo como o PNDH dentro de uma sociedade que ignora ou esquece da coletividade é complicado devido ser um plano coletivo e voltado a alguns grupos minoritários fazendo com que outros sintam-se ameaçados como os agropecuaristas, os militares entre outros. Mas devemos lembrar que o momento político brasileiro é favorável a criação de ferramentas para a participação popular, transparências nas ações do governo e ainda manifestações populares em vários sentidos para fazer esse período político diversificado, dando um boa dor de cabeça aos candidatos buscando fazer planos de governos que possa satisfazer a maioria da população. E o PNDH é um bom começo para essas ações.

O Plano Nacional dos Direitos Humanos – III é importante para o planejamento de um país mais democrático, se isso for possível, onde a participação popular na República possa realmente ser levada a serio e não seja apenas política para gringo ver. Então a participação e a observação do andar desse debate fazem-se necessário a todos os cidadãos humanos deste país.

Link´s para pesquisa:
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Decreto 7037, 21 de dezembro de 2009.
A lei da anistia